O Invasor
Beto Brant é um dos mais promissores diretores do cinema nacional. Não digo isso apenas embasado nos vários prêmios concedidos a ele, que incluem um "Melhor Filme Latino-Americano" no Festival de Sundance em 2001 e um Kikito de Ouro de "Melhor Diretor" no Festival de Gramado em 1997.Brant faz cinema visceral, onde as características humanas mais extremas são destacadas sem hipocrisia, de uma forma quase subversiva e marginal.
Seu último filme, "Crime Delicado" (2005), explora magistralmente o lado mais obsessivo e doentio da paixão de um crítico de teatro pela musa de um pintor, cujos quadros exploram o sexo e a deficiência da moça, que não possui uma das pernas. O filme estreou em janeiro e infelizmente, como é freqüente, não entrou no circuito de estréia das grandes casas de cinema.
Em toda a filmografia de Brant, com certeza o filme que merece mais se sobressai é o mais conhecido, "O Invasor" de 2001. Também uma adaptação do livro homônimo de Marçal Aquino, tem no elenco Malu Mader, Marco Ricca, Alexandre Borges, Mariana Ximenes e o músico Paulo Miklos, estreante no cinema, despontando no papel do assassino Anísio.
As coisas começam a dar errado quando Anísio "apaga" também a esposa do sócio e aparece na construtora se proclamando funcionário.
O filme é absolutamente envolvente, rápido, e muito bem fotografado, sem contar que Miklos rouba a cena em uma interpretação conviencente e com maestria de um prossional.
Se você ainda não assistiu, corra. Esse entra na lista de melhores filmes nacionais da década.
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