Sexta-feira, Fevereiro 24, 2006

Pandora

Li sobre o assunto desse artigo no Hellfire Club, da Moça-Anica (por acaso uma blog muito bacana que descobri esses dias), mas como achei um invento supimpa resolvi compartilhá-lo com vocês. Pretendia copiar e colar direto da página dela, pois está muito bem exemplificado, mas está fora do ar hoje, então contentem-se com o meu texto mesmo. A imagem também é crédito dela.

O Pandora, é uma idéia genial. No Campo Create a New Song, digita-se o nome de uma banda ou artista que você gostaria de escutar, e clica em create. O site criará uma playlist que, além de incluir músicas do artista desejado, trará também obras de outros artistas muitas vezes desconhecidos, permitindo que você mantenha (I Like it), ou exclua (I don't like it) as canções.

No meu caso, eu digitei "Belle & Sebastian", e a playlist gerada além de incluir clássicos da banda como The Fox In the Snow e Mayfly, trouxe bandas como "Wilco", "Pinback" e "Hefner", as duas últimas nunca tinha ouvido falar.
A única obrigatoriedade é criar uma conta no site, é gratuita e só requer um e-mail, mas é necessária conexão em banda larga, caso contrário nem passe vontade.

Vai, podem dizer, Tio Ronzi é um cara legal.

Marcadores:

Lá Bemol

Vocês, meus caros leitores e leitoras, por um acaso sabiam que o tom do som do pulso (o famoso "tuuu") do telefone é em Lá Bemol?

Marcadores:

Quinta-feira, Fevereiro 23, 2006

Nina

Fazia tempo que eu andava atrás desse filme, mas somente agora a tia da locadora teve a boa vontade de comprá-lo.

"Nina" (Nina/Brasil 2004) é o filme de estréia do diretor e publicitário pernambucano Heitor Dhalia e traz consigo uma missão de enorme responsabilidade: Adaptar para a cidade de São Paulo no século XXI, urbana, cosmopolita e suja o clássico da literatura russa "Crime e Castigo" de Fiodor Dostoiévski, conferindo à trama modernidade, mas sem que perca o caráter intenso e perturbador.

Para os céticos isso seria uma missão suicida, mas graças a um roteiro excelente de Marçal Aquino, Dhalia cumpre muito bem seu papel e nos apresenta "Nina", um filme visceral que expõe a intolerância, o desrespeito e o declínio das relações humanas.

Nina, a personagem principal interpretada por Guta Stresser de forma contundente, é uma garota pobre, solitária, cansada dos problemas de relacionamento com sua família. Muda-se para São Paulo e aluga um pequeno quarto na casa da mesquinha senhora Eulália (Myriam Muniz em sua melhor forma), procurando atabalhoadamente um meio de sobrevivência. Contudo, a velha faz de tudo para atormentá-la: abre suas correspondências, tranca a geladeira, confisca seu dinheiro, uma perfeita reencarnação da velha usurária morta por Raskólnikov em "Crime e Castigo", representando a avareza e o desejo desmedido por dinheiro. Daí em diante o filme entra em um ritmo frenético e paranóico, concentrado na degradação física e moral da personagem até que seu pequeno mundo se desintegre por completo.

Uma das curiosidades sobre o longa, são as aparições relâmpagos de atores renomados como Selton Mello, Matheus Nachtergaele, Lázaro Ramos e Renata Sorrah, em papéis tão pequenos que alguns duram pouco mais que alguns segundos na tela. O restante do elenco também tem um ótimo desempenho, com destaque para Wagner Moura interpretando um cego.

Marcadores:

Segunda-feira, Fevereiro 20, 2006

Mais do Mesmo...

Essa semana parei para ouvir o disco novo do Strokes, e apesar de conter 14 músicas ínéditas, "First impressions of Earth" não traz quase nada de novo à banda americana. Talvez seja por isso que está vendendo tão pouco.

Não que esperasse o sucesso avassalador dos álbuns "Is This It" e seu predecessor "Room on Fire", a euforia da descoberta de uma nova salvação para o rock já haviam passado e sempre surge alguém novo para substituir quem ocupava o trono, afinal o mercado fonográfico é formado de um sem-números de maiores bandas de todos os tempos da última semana, mas acreditava que em seu terceiro trabalho do quinteto liderado Julian Casablancas tentaria evoluir um pouco sua sonoridade.

As letras do novo disco continuam na mesma, parecem as sobras dos últimos álbuns, com suas desilusões amorosas, Nova York, e um Casanova abusando até o limite da exaustão da repetição de versos (em "Fear of sleep" a mesma frase é repetida por inacreditáveis 27 vezes), mas sem realmente parecer ter nada de novo para dizer.
Ao iniciar os primeiros acordes de "You only live once", a faixa de abertura do CD, é inevitável dar uma conferida no player se realmente colocou o novo disco ou um dos anteriores, em “Heart in a cage” e “Razorblade”, a banda mantém os mesmos riffs batidos seguidos dos gritos abafados do vocal. Só em "Juicebox" com sua batida um tanto surfmusic e em "Ask me Anyting" com sua guitarras sintetizadas que a banda realmente acrescenta algo à sua discografia, no entanto, os singles já haviam vasado há meses na internet e de tão rodados, soam velhos. A bonitinha "Evening Sun" chega a lembrar Los Hermanos e agrada quase todos os ouvidos, mas em "15 minutes", Julian parece um Frank Sinatra bêbado mijando no pé.

No final, foi essa imensa preocupação em não desagradar os fãs, a gravadora, e ainda ganhar milhões que acabou minando o desempenho do Strokes em "First Impressions of Earth", tornando-o nem ruim, nem bom, apenas igual.

Marcadores:

Sábado, Fevereiro 18, 2006

Like a Angel

Para quem diz que eu sou do mal...

This site is certified 64% GOOD by the Gematriculator

... taí a prova que sou quase um anjo...

Marcadores:

Sexta-feira, Fevereiro 17, 2006

Mal posso esperar

Sei que deveria esperar até uma semana antes do lançamento do filme, mas não dá.
Eu e mais alguns milhões de fãs pelo mundo que estão ansiosos para o lançamento de "V de Vingança" (V for Vendetta/2006), ficamos com água na boca após o 56º Festival de Cinema de Berlim, onde a première do filme foi finalmente apresentada e, diga-se de passagem, aplaudida pela crítica, não que isso queira realmente dizer alguma coisa, já que todos sabemos que muitas vezes funciona nesses casos é o bom e velho Jabá.

Contudo, "V de Vingança" vem realmente causando um certo bafafá, pois o protagonista do filme usa de táticas terroristas contra seus inimigos, o governo (esse é o motivo da discórdia). Nada sério, na verdade acredito que os roteiristas e irmãos, Andy e Larry Wachowski (Matrix), e o diretor James McTeigue agradecem a publicidade gratuita, afinal no cinema polêmica e lucro sempre caminham juntos.

"V for Vendetta" é uma adaptação da renomada obra criada em 1982 pelo mestre-ermitão dos quadrinhos Alan Moore, e apesar de ser uma HQ e não fazer parte da literatura "séria", por muitos eruditos é colocada no mesmo patamar de "1984" de George Orwell e "Admirável Mundo Novo" de Aldous Huxley.
A trama se desenrola em uma hipotética Inglaterra pós-apocalíptica, onde a Lei e a Ordem são mantidas à força por um regime facista que se intitula Nórdica Chama, e utiliza, entre outros meios, de escutas telefônicas, câmeras de vigilância e campos de concentração para restringir ao máximo a liberdade do povo.
Neste cenário surge um “vigilante” mascarado conhecido apenas pelo codinome “V” que se rebela contra o sistema imposto. Na realidade V , pelo menos do ponto de vista das autoridades, é um perigoso terrorista desequilibrado que planeja acabar com o regime ditatorial dominante.

Esta é a premissa de V de Vingança (V for Vendetta), que estréia nos cinemas verdes e amarelos no dia 14 de abril e traz em seu elenco nomes de peso como Hugo Weaving (V), Natalie Portman (Evey Hammond) e John Hurt (Líder).

Alan Moore tem entre seus méritos obras consagradas como Watchmen, Do Inferno e Liga dos Cavalheiros Extraordinários (péssimamente adaptados para o cinema) e de quebra criou um dos personagens mais famosos das histórias em quadrinhos, John Constantine, o anti-herói que protagoniza a série Hellblazer, outro injustiçado com um roteiro adaptado mequetrefe em "Constantine"(idem/2005). Para criar a máscara do pesornagem V, ele e o Desenhista David Lloyd inspiraram-se em Guy Fawkes, terrorista inglês do Séc. XVII que tentou explodir a Casa do Parlamento e no governo Tatcher para criar a Nórdica Chama.

O site do filme está muito legal, traz até um brinquedinho que permite ao visitante "andar" pelos cenários e enxergar em ângulo de 360º(Quick Time). Lá você encontra o trailer do filme (Quick Time/Media Player), fotos, downloads, sinopse e todas as outras coisas costumeiras.

Se o filme vai ser bom eu não sei, mas eu estarei lá no dia de estréia... isso sem a menor dúvida.

Quinta-feira, Fevereiro 16, 2006

Kasabian

Já recomendei para uma meia dúzia de amigos (alguns diriam que sou irritantemente persistente) essa banda, que apesar de ter lançado o primeiro CD, homônimo, no final de 2004 e ter um clipe ou outro exibido na MTV brazuca, não emplacou nas terras canarinhas.

Kasabian é uma mistura de rock e boa música eletrônica que, mesmo usando franjas, destacam-se das demais bandas ditas "alternativas" que existem por aí aos cachos em tempos de revival dos anos 80. O nome é uma estranha homenagem à Linda Kasabian, motorista da família Manson (aqueles que fizeram um massacre em 1969) e que veio a se tornar testemunha de estado.

Na estrada desde 1999, e pastaram por longos cinco anos só com apresentações em lugares obscuros até as portas se abrirem para os caras com o single "Club Foot", seguido de "Processed Beats" e "Reason is Treason", todas figurantes do Top5 britânico durante algumas semanas. A banda faz um som mixado que lembra uma mistura de Primal Scream, Stone Roses e DJ Shadow, que é no mínimo pitoresca e toca bem tanto num dia meio chuvoso quanto num passeio ao parque.

Em seu disco de estréia eles também regravaram "Cutt Off" do Prodigy, que ficou melhor que a original, mas é em Tested Trasmission e Butcher Blues que eles se firmam como uma das boas surpresas do rock britânico atual.
Sem esse mito de "salvação do rock", os caras são bons e vale a pena dar uma conferida no som da banda formada por Serge Pizzorno, Tom Meighan, Christopher Karloff e Chris Edwards. E ao que tudo indica eles prometem álbum novo para este ano.

Eu vou estar aguardando.

Marcadores:

Sexta-feira, Fevereiro 10, 2006

The Life Pursuit

O álbum novo do Belle and Sebastian é rock.
Bem, o mais rock que Belle and Sebastian consegue ser. E ainda por cima é bom, mal dá pra acreditar.

Talvez os fãs talibanescos da banda mais escocesa da Escócia torçam o nariz para o disco que, verdade seja dita, nem se parece com Belle and Sebastian. E aí está todo o lado bom de "The Life Pursuit", ele traz algo novo na história do septeto, mas sem perder completamente a essência que levou a banda a amealhar fãs pelo mundo inteiro. Apesar de tantas mudanças, os mais puritanos não precisam ficar escandalizados ou darem início a uma seita suicida, as canções como “Another sunny day” ou “For the price of a cup of tea”, bem poderiam estar nos álbuns anteriores da banda.

O novo trabalho vem recheado de chavões psicodélicos, mas não faça cara feia, quem disse que todo chavão é ruim? "White Collar Boy" apesar de bem comunzinha, é boa e ganhou um lugar entre meu "The best of" da banda, acompanhada do carro chefe do álbum, "The blues are still blue", com seu refrãozinho maneiro: "The black will be white/ And the white will be black/ But the blues are still blue". Para agradar os mais chegados em um rockzinho agitado, "We are the sleepheads" não deixa nada a desejar e se dessem a autoria para o Strokes eu nem duvidaria.
Resumindo, "The Life Pursuit" é chavão, mas é bom.

Marcadores:

Quinta-feira, Fevereiro 09, 2006

Óia Nóis Aqui Traveis

Não adianta, eu bem que tentei ficar afastado, escondido, quietinho no meu canto, mas essa coisa de blogosfera realmente causa dependência... quando a síndrome de abstinência alcançou um estado crítico, resolvi tirar as teias de aranha do teclado e voltar para esse mundinho injusto e cruel.

O blog é novo, a casa nem é tão nova assim. Depois de uma experiência não muito engrandecedora pelos campos do Blogspirit, achei que talvez seria melhor para minha saúde mental voltar ao bom e velho Blogspot, e deixar para trás um momento negro na minha vida, e com ele muitos textos sumidos, comentários perdidos e outras inconveniências que me aporrinharam bastante no curto tempo que passei por lá.

Não esperem muito desse blog. Se o outro já não era grande coisa, esse tende a ser menos ainda. Não me perguntem sobre o que vou falar, nem eu mesmo sei, mas isso é supimpa, aquele lance de blog temático dá um trabalho danado.
O nome Popelaria é crédito único e exclusivo da Lili e de suas fabulosas "brainstorms" que sempre vêm em boa hora. Como roubei a idéia descaradamente, só me resta agradecer a ela por ter cedido o nome de bom grado, não que houvesse outra saída, afinal, eu já havia usado o domínio mesmo.

Passar bem.

Marcadores: